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10 de abr. de 2016

E que se faça História!

Acham que o historiador é um ser fanático de esquerda, ou um propagador liberal de assuntos políticos. O historiador antes de tudo, é um pesquisador, que analisa os eventos que ocorreram durante o tempo, esquecem de sua formação quanto educador, auxiliando  para que não venhamos cometer erros do passado, em um futuro mais próximo. Desculpem-me humanos, mas prefiro ser um senhor do tempo, do que carregar o título de homem politizador. Prefiro fazer a história, do que propagar viés político-partidários.

31 de jul. de 2015

Alguém sabe o que é o amor?

O amor pode matar? O amor é bom? O amor é mau? Se me perguntassem o que é o amor a três ou quatro dias atrás, falaria que o amor é poesia, e nada mais que um ou dois versos.
Ontem ignorei o amor na rua, mas antes tinha o rejeitado no bar, talvez também no cinema, com certeza assim como na praça. A Graça, a Bruna, a Julia, a Ana, você. Você? Espero que você não fique sem graça se for um homem, mas no final quem ficou sem a Graça foi eu. Doeu.
Depois que a fina nevoa da paixão esvaiu-se, e os primeiros raios de razão cegaram percebi que a Graça me trocou por 100 reais e uma tarde de felicidade. Me tranquei e calei-me, ao certo tenha chorado por uns 2 minutos, e uma tarde inteira soluçando. Aonde iria eu superar um amor platônico cheio de ilusões? Fui à procura de respostas, e de uma dose de compaixão. Sai de casa feito um louco, por pouco não acabei no botequim da esquina. Uma pena.
Fui à casa de Proco, apesar de ter um nome comum meu avô tinha uma verdadeira singularidade. Logo chegando tentei arrancar mais algumas respostar de minha enciclopédia particular. O vi tão empoeirado quanto um livro velho, da maneira que estava sentado parecia estar em sintonia com sua poltrona. Confesso que não distinguia quando estava dormindo ou quando tentava enganar a morte.
Enfim, sentei ao seu lado, e perguntei meio sem graça... Sem Graça. Por cem Graça? Doeu.
 - Vô o que é o amor? - Perguntei. 
(Um longo silêncio habitou o local por minutos, talvez estivesse dormindo quando perguntei. Passei intermináveis 15 minutos olhando para aquele semblante enrugado e monótono, cheio de segredos).
- Tu não sabes o que é o amor? Então tu não sabes quem tu és. - Respondeu.
Talvez naquele exato momento ele se debatesse por dentro esperando que eu falasse algo, mas só baixei a cabeça ainda meio assustado, pois minhas esperanças de respostas já haviam acabado depois que ele parou de respirar por uns instantes.
- O amor é como um dia ruim que acaba ficando um pouco pior. - Completou.
Talvez estivesse um pouco bêbado, isso me torna um mentiroso, contudo não garanto de ter dado uma passadinha naquele botequim. Imaginava como esse velho que não conseguia nem falar direito estava me fazendo mais triste. E eu ainda não tinha esquecido a Graça.
- Talvez se o amor fosse fácil e gostoso como ouço falar dele, talvez assim ele pudesse gritar, e parasse de se debater a cada palavra entoada por minha mente. Com o amor eu não morreria enforcado com minhas próprias palavras. - Finalizou.
Daí que eu percebi que não existem diversos tipos de amor, da mesma forma como não existem dois tipos de paixão, outras cinco maneiras de angústia, ou sete categorias de alegria. O amor é singular, como todos os outros sentimentos. Quanto a Graça, descobri o porquê do ditado ‘’Nem de graça’’. Pois isso me custou Cem reais.

30 de jul. de 2015

356 mg de sentimentos

No fim de semana passado depois de algumas crises de culpa seguidos com vários surtos de tensão pós paixão, resolvi ir ao médico.
O parecer final veio dias depois. Poderia optar por cirurgia que sujeitaria na remoção do coração, ou seguir à risca uma tabela prescrita pelo terapeuta. Declaro que pensei bastante na primeira opção, mas por alguns choros miúdos de minha mãe a receita do doutor foi parar no porta sofrimentos.
Domingo: 250 mg de alegria com 100ml em soro de calma. Segunda: desânimo com um belo copo de tristeza, misturado com 3 colheres de sal. Terça: chá de decepção com uma dose de xarope de comoção. Quarta: terapeuta, seções de coragem para superar o medo. Quinta: coquetel de felicidade, deite-se pois tem efeito colateral a ansiedade pode persistir por algumas horas. Sexta: prazer com... É sexta-feira! Mas nada de botequim por 5 meses. Sábado: chega a liberdade, vai embora a solidão.
Mas calma sem covardia temos Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e por fim Dezembro. Voltando para o tratamento. Segue curiosidade, culpa, ansiedade, tédio, raiva, prazer, orgulho, dó, dor e amor. Há amor? Pois bem, há o amor.
O médico me indicou amor nas Segundas, das 19 horas às 23, podendo prolongar o horário dependendo de quão longe esteja uma faca, quem sabe uma corda um pouco grossa, as contas do fim do mês e a Sexta-feira.
Há dias em que eu acordo pulando e durmo chorando, talvez o terapeuta tenha me passado a receita errada, ou talvez, eu que tenha esquecido o que ele tinha passado, ou será que tomei algo errado?
Eu lembro! Ainda está anotado, como poderia não ter lembrado? Está aqui! Uma capsula de solidão às Sextas, até terminar as doses de duas gostas de dúvida em quatro semanas o tratamento termina. Depois de encerrado poderei voltar a tomar banho de chuva.

19 de jun. de 2015

Não se frustre, desfrute

É são tantas frustrações na vida... Nem sei por onde começar a falar. Pois bem, será que na sala de parto, talvez?! Será que desde aquele momento estávamos criando milhões de expectativas do mundo e da vida?  
O principal exemplo de uma grande frustração é quando você vê aquela enorme foto de um hambúrguer na frente de uma lanchonete, mas quando ele chega a tuas mãos você acha que te entregaram o errado. A tua boca que antes estava cheia de água, seca. E em instantes o mar vira deserto.
Também em relacionamentos afetivos mais intensos é dito logo no início "não crie expectativas e não terá frustrações", parece até que o medo da frustração reprime os teus sonhos, a tua vontade de arriscar e apostar todas tuas fixas em algo que você não sabe a resposta. 
Frustração dói. Quase não consigo separar a palavra frustração da morte. 
Pois querendo ou não por instantes todos seus sonhos são assassinados e suas expectativas devastadas. O tiro certeiro que você iria acerta na vida sai pela culatra e o único ferido é você. 
Mas o importante é não se deixar por vencido, ou agir como se tivesse morto. Assim como a moeda tem 50% de chances de cair de um lado ou de outro, as expectativas têm as mesmas chances de ocasionar alegria ou a tristeza. Seja uma frustração devastadora ou simplesmente aquela frustração mais comezinha, como uma simples ilusão cotidiana. O segredo é apenas desfrutar.

5 de mar. de 2015

Arrependimento não mata, ensina

E se arrependimento mata-se? Acho que você não estaria lendo essa crônica agora, ou ao menos eu estivesse um dia escrito ela.  
Será arrependimento, uma loucura?Aflição? Intervenção divina? Ou talvez, medo? Eu também não sei o que é arrependimento, mas se eu fiz algo bom pra minha vida e não pra sua, disso eu me arrependo. Gostaria então de saber o que seria essa coisa tão lastimável, que por entre as vísceras corroem qualquer ação mal executada, rs. 
Logo pensei: Ninguém melhor pra responder do que, alguém que se arrependeu muito! Fui então perguntar a meu avô, com seus 93 anos era minha enciclopédia de vida, obra particular de minha instante.   
Só não imaginei sua resposta, que de todas foi a mais, ou menos importante. Não consegui compreender no momento o que aquele "velho sem graça", que só me dava conselhos queria dizer. Com sua voz tremula, disse: "Filho, daqui a trinta anos você estará mais arrependido com aquilo que não fez do que com aquilo que fez. Então... corra, pule, brinque se descubra”!
Pra falar a verdade no momento não descobri o que ele queria dizer, mas trinta anos depois, ouvia suas palavras mesmo que tremulas ecoando por minha mente. 
Seus arrependimentos não vai fazer você mudar o passado, porém vai mudar seu futuro. E se arrependimento mata-se? Talvez eu tivesse me descoberto antes de meu avô. 

3 de fev. de 2015

Brejo da Madre de Deus

Sinto-me na obrigação de contradizer um famoso dito popular que “a vaca foi para o brejo”, mas sim toda beleza do mundo se encontra lá... Que belo presente deus deu para sua mãe, com seu clima hospitaleiro e pessoas vivas em acolhimento, nesse brejo de terras férteis ali ela fez morada. La eu vivi um verdadeiro triângulo amoroso, e por suas três filhas me apaixonei, infelizmente talvez não correspondido. Vivi dois intensos dias de minha vida um grande amor platônico.
A primeira, que conheci me saldou com as boas vindas foi à serra do Estrago, ainda não entendi o porquê de seu nome, mas foi amor à primeira vista. A mais perfeita, dizem que a primeira vez é inesquecível. Eu confirmo. A segunda, conheci durante a única noite que lá passei, abrilhantou meu olhar me desejando boas festas e ao fundo um céu com fulgor intenso de estrelas resplandecendo junto a serra da Prata. Por fim a terceira, que na minha despedida deixei-a no olhar, e levarei nas lembranças, não precisava nem estirar o pescoço, pois era a mais alta de todas as, serra do Ponto. Espero a ver mais vezes, pois dentre todas que já vi foi a que se sobre saiu diante as demais.
O fulgor que em cada uma delas existe, mim encantou, é na despedida pensei em colocar todas no bolso é as levarem para minha cidade... Há se minha santa fosse digna de ser a mãe de deus e tivesse três lindas filhas e um solo fértil como o daquele brejo. Mas só devo esse respeito, à amada madre de deus que naquele local se aconchegou para das à vida a suas três estrelas na terra que um dia eu me apaixonei. 

21 de jan. de 2015

Amor passageiro

Sabe aquele amor. Aquele amor que quando bate você perde o medo da morte. Um belo dia eu o encontrei.  Belo dia? Nem tão belo assim, pois, todos os dias o encontro. Ele vem sem mais nem menos, não avisa. Em qualquer ou quem sabe todas as esquinas, becos, avenidas ou em vielas ele me prega uma peça. Tantas Julias, Marias, Anas ou quem sabe você eu me apaixonei, aquela paixão que não me deixa nome, número nem endereço. Deixa-me apenas o olhar, olhar puro e simples do dia-a-dia. Tamanho amor platônico vive ao meu lado e se vai sem deixar rastros de existência todos os dias.
Certo dia estava com pressa, mas não é novidade, sempre estou em uma batalha diária pra ver  quem é mais rápido eu ou o tempo. Porém não é sobre isso que vou falar, mas sim sobre “aquela”, isso mesmo, aquela que não tive a oportunidade nem de saber o nome. Que amor intenso outra hora platônico senti em apenas um relance, diante dos meus olhos passou, infelizmente quando conseguir sair do meu estado inerte já não mais conseguia avistar. Aquela quem um dia me fez amar. Quem me dera fosse só “aquela”, mas em todas as esquinas perco a disputa contra o tempo, por causa de um amor passageiro. Talvez vocês também estivessem em sua disputa contra ele, e não observou o mundo que deixará esvaísse ao seu lado, e seus amores, que quem sabe pudesse te fazer vencer qualquer batalha.
Não sei se esse amor tem relação com vidas passadas ou talvez minha carência explique esse fato. Mas sempre ando em frente por sentir saudades.

20 de jan. de 2015

Infelizmente 18 anos








Essa crônica é contra indicada para maiores de 18 anos ou simplesmente para quem tem mais de 10 reais no bolso.  


Você. Sim você que segura sua mala cheia de sonhos ao seu lado. Não vê a hora de sair de casa, de dizer olá ao mundo de ter sua própria grana.  

 Eu sei bem. Carreguei uma mala abarrotada deles durante muito tempo. Mas quando fui abrir. Simplesmente todos os sonhos fugiram, e no mesmo instante, gostaria de voltar a ser criança, morar com meus pais, fugir do mundo e pedir algumas moedas a meus avós. 


Aproveite ao máximo, pise no acelerador, coloque o sinto. Que os 18 vem, seus 10 reais se vão. Mas as memórias são eternas. Guarde bem seus sonhos, pois uma mala não cabe todos. 

A morte de um escritor




Quantos e quantos escritores foram apunhalados pelas desavenças da vida. Que evento triste é esse acontecimento, quantas palavras foram deixadas ao tempo.  

O maior medo de muitos é a morte. O meu também, mas temo a morte das palavras,temo que um dia acorde e a inspiração não venha a mente. Que gostinho saboroso tem quando as palavras vem em momentos inusitados. Agora mesmo, estou esperando o ônibus sair da estação pensando em quão duro seria se esse sentimento me abandonasse. 

Estou observando um grande escritor, nem tão grande assim, pois nem seu nome sei. Mas aquele bloquinho na sua mão esquerda, e o lápis na direita, a forma que ele admira aquela bela árvore sem dúvidas encontrei um grande escritor. Sua hora de partir chegou, o seu olhar que antes estava brilhando voltou para a realidade, jogou seu bloquinho na pasta e partiu. Não sabia ao certo pra onde iria, mas pra longe foi sua viagem. Naquele  momento morria um escritor.  

Entretanto outro nascia dentro de mim. Quero morrer deixando meu legado e eternizar minhas palavras. Sem pastas e sem terno, apenas com meu bloquinho e meu lápis.